sábado, 12 de março de 2011

Técnicas de ilustração 12- Amante Latino

Olá pessoal!
O trabalho que estou postando desta vez é o cartaz do Filme Amante Latino e foi realizado em técnica mista . Trabalhei com tintas Ecoline e guache Talens, com aerógrafo e pincel sobre papel Shöeller montado. Na cena do fundo com figuras, luzes de discoteca, inclusive o neon, usei Ecoline e o restante das figuras sobrepostas foi com guache. Aqueles que hoje só trabalham com Photoshop ou outros programas, não tem idéia de como era difícil fazer um fundo como esse, com as luzes desfocadas com Ecoline. Hoje em dia, tudo ficou mais fácil. Usando ferramentas como Blur e outros recursos, fazemos rápidamente, porém ainda prefiro trabalhar no papel, tela ou outra superfície. Nada é melhor do que sentir um traço, pincelada e até o cheiro das tintas que usamos.
Um abraço,
Gilberto Marchi

terça-feira, 8 de março de 2011

Concerto pelas vítimas das enchentes no Centro Cultural

Dia 25 de fevereiro de 2011 a Camerata Fukuda, sob regência do maestro Fabio Zanon, apresentou-se no Centro Cultural São Paulo, sala Adoniran Barbosa, com plateia lotada. A coordenação vocal ficou a cargo de Edna d'Oliveira.
Entre os solistas convidados, o barítono Daniel Marchi executou a cantata BWV 26 de Bach.
Seguem as fotos.

Um abraço,
Regina Sormani


Foto da Camerata Fukuda, sob regência de Fabio Zanon. O solista Daniel Marchi é o segundo da direita para esquerda na última fila.


Daniel Marchi no momento do solo.


Fabio Zanon com a filha e Daniel Marchi


Elisa Fukuda e Daniel Marchi


A escritora Mariluiza Campos, Regina Sormani, Daniel e Heloisa Callegaro.






Daniel abraçando Heloisa Callegaro


Daniel sendo cumprimentado por uma admiradora.

segunda-feira, 7 de março de 2011

DOMINGO PEDE PALAVRA — 50

Marciano Vasques
  


A ALMA PEREGRINA

 
Gostaria de falar um pouco sobre a presença do feminino na Literatura Infantil, na Mitologia e na Poesia.

A mulher, sempre tão cantada em versos, é protagonista em histórias inesquecíveis. Na mitologia a sua importância é fundamental.

sábado, 5 de março de 2011

Lembranças dos velhos carnavais de Agudos

Parte 3 - Os blocos e o carnaval das famílias.






sexta-feira, 4 de março de 2011

Velhos Carnavais de Agudos

Parte 2- Foliões e blocos carnavalescos




quinta-feira, 3 de março de 2011

Agudos, o OVNI e os antigos carnavais

Queridos leitores!!


Semana passada, minha inesquecível terrinha, a cidade de Agudos, no interior do estado de São Paulo, conquistou momentos de fama na programação da Rede Globo, mais precisamente no FANTÁSTICO de domingo passado. Foi ao ar uma reportagem a respeito de um OVNI que teria passeado pelo céu agudense, na região da rodovia Rondon. Após a exibição da filmagem os telespectadores foram informados pelo "detetive virtual" do Fantástico que aquilo não era verdadeiro, mas, apenas uma montagem. Não é a primeira vez que o assunto OVNI surge "pairando" sobre a cidade de Agudos. Entretanto, deixarei esse assunto para uma próxima vez. Esta semana, quero falar a respeito dos Carnavais de Agudos, que durante muitos anos encantaram os foliões agudenses e visitantes. Hoje, os Carnavais de Agudos não mais existem, mas, as lembranças e as saudades, essas permanecerão pra sempre.
Um beijo,
Regina Sormani


Saudades dos velhos carnavais de Agudos

Parte 1 - A BANDA INFERNAL DOS LORDES


Por Agnaldo Benincasa, cidadão agudense.

Por volta dos anos 40 e até os 50, os bailes carnavalescos em Agudos eram realizados no rinque de patinação e quem os promovia era o Sr. Benedito Silveira, que angariava fundos entre seus amigos mais próximos para pagar as despesas com os músicos que animavam o salão a partir do domingo, continuando na segunda e na terça-feira. Foi uma iniciativa pioneira, porquanto a cidade não contava com clubes recreativos ou de serviços que viessem a organizar tais eventos. Houvera dois clubes anteriormente, na praça Coronel Delfino, um exclusivo da “elite”, fundado pelo Coronel Leite, passou a ser o Ginásio Municipal São Paulo, depois foi Escola de Comércio e, hoje, é unidade da Escola Serelepe. O outro, mais popular onde hoje é o “Lar das Crianças”. Mais tarde, ocorreu a união do Clube Recreativo Agudense (o rinque de patinação) com o Agudos Tênis Clube (ATC), fundado em 1940. A sede do ATC passou a ser no prédio do Clube Recreativo (ao lado do cine-teatro, sempre teve funções recreativas até ser demolido, sendo o terreno comprado pelo Banco do Brasil, que construiu ali sua agência). Há que se observar que antes da Segunda Guerra Mundial havia bailes no Clube Recreativo e no salão nobre do Cine-Teatro São Paulo, tendo havido, portanto, o deslocamento dos bailes da Praça Coronel Delfino para a Praça Tiradentes. Assim é que as reminiscências de hoje começam com a iniciativa da Banda dos Lordes (mais tarde transformada na Banda Infernal), na nova fase do Carnaval agudense. No ano 1950 surgiu a idéia, de uma turma de rapazes, elementos de nossa sociedade, de formar um bloco musical, que, concretizado, passou a chamar-se “Banda dos Lordes”. Ela era composta, outrora, por: Ezequiel de Castro Guedes, Orlando Domingues, João Domingues, Aldo Paschoal, Pedro Zaniratto, Agnaldo Benincasa, Reynaldo Fogagnoli, Álvaro Paixão, Missionera, Moacir Benetti, Julcir Venturini, Alceu Sormani, Waldir Cezarotti, Paulo de Castro, Eliseu Benincasa e José Zuccarelli. Apenas um pequeno número desses participantes ainda vive. Necessitava-se de um local para os ensaios. Próximo à estação da Paulista, num terreno pertencente à família De Conti, existia uma extinta máquina de benefício de café e lá então esse grupo se reunia, aliás, antes, até para estudar a formação da banda. Decidida a empreitada, apareceu a dificuldade em conseguir os instrumentos. Mas, como o prefeito era o Padre Aquino, conseguiu-se que a Prefeitura os cedesse, após soldagem de alguns furos neles existentes. Quem fazia esse conserto eram o Orlando Domingues e o Moacir Benetti, que garantiam a perfeita sonoridade, no caso dos instrumentos de sopro. O local escolhido era bastante distante, na época, do centro da cidade, o que o tornava perfeito para o sigilo dos ensaios, principalmente quanto às músicas ensaiadas, dentre as quais “Mamãe eu quero", a principal, “Jardineira” e “Pé de Anjo”. Dada a insistência daqueles que tentavam, com seus assopros, conseguir extrair melodia e sonoridade convincentes era levemente perceptível quais músicas iriam sair daquele barulho infernal. Graças a essa persistência de todos em seus assopros, conseguiu-se coordenar o som das composições carnavalescas, que afinal tornaram-se reconhecíveis. A propósito, quando das apresentações, a graça estava na eventual desafinação ou desencontros, que não impediam, contudo, que o público reconhecesse a música que estava sendo executada. Os ensaios demoraram quase um mês, mas as reuniões aconteciam quatro vezes por semana. Quando todo o grupo já estava harmonizado, pensou-se na fantasia. Ela seria composta de cartola, gravata borboleta, fraque e calça azul-marinho. No rosto, seriam alteradas as sobrancelhas e pintados os bigodes e cavanhaques. Na verdade, quando se fantasiaram,muitos dos componentes da banda conseguiram aplicar cavanhaques de pelo de carneiro. Quem elaborou essas fantasias, ou seja, quem desenvolveu o figurino e fez os cortes foi um alfaiate bastante famoso na época, o Sr. Edmundo Zuccarelli. Quanto à cartola, foi emprestada a original, inglesa, do Dr. Gabriel Rocha, que a cedeu, com muita satisfação e a pedido do Lalado, para que servisse de modelo. Cada integrante da banda providenciou a sua, de papelão, naturalmente obedecendo à medida de sua cabeça. Quem as pintava eram os irmãos Orlando e João Domingues, na oficina da Agência Chevrolet, hoje loja 3 dos Supermercados São Paulo. Estando tudo pronto para o início do Carnaval, pensou-se em fazer uma grande surpresa para o público. O grupo deslocou-se de caminhão, cada componente levando sua fantasia e instrumento, até a estaçãozinha de Conceição, da Sorocabana, existente entre Agudos e Bauru. Com a permissão do chefe da estação, vestiram a fantasia e se maquiaram. Compraram suas passagens, que seriam picotadas pelo chefe de trem, após embarcarem. O percurso até Agudos, como era de costume, durou 15 minutos. O desembarque na estação da Sorocabana em Agudos foi um sucesso estrondoso, ainda mais por se tratar, na ocasião, de um bloco totalmente original e cômico. Já na plataforma, os lordes ficaram abismados ao verem o excepcional número de pessoas que vieram recepcioná-los. Elas haviam sido atraídas por inúmeros foguetes que anunciaram a chegada da banda dos lordes. Passados os primeiros momentos de empolgação, a banda postou-se disciplinadamente, em formação idêntica à das bandas tradicionais, preparando-se para o início da parada carnavalesca. O porta-bandeira Moacir Benetti, que também fazia o papel de maestro, deu o sinal para que se iniciasse a música ensaiada e, assim, começaram a descer a Rua 13, em formação disciplinada, enquanto o público que os apreciava não só sorria a valer como também os aplaudia. Uma multidão foi acompanhando, cantarolando a música-tema “Mamãe eu quero” e as demais. Pessoas nas janelas também aplaudiam. Os lordes, dada aquela recepção, tanto se animaram que passaram a esmerar-se na execução das músicas, precisando o “maestro” solicitar que desafinassem de propósito, para não perder a graça. Esses relatos são um pouco do bloco pioneiro que marcou para sempre a história do carnaval agudense. O sucesso teve motivo muito lógico, porquanto foi o único bloco que apareceu na época para animar o carnaval de rua. Tanto é que Bauru, que, salvo desfiles em épocas mais recentes, não foi feliz em termos de carnaval de rua, convidou a Banda dos Lordes para um desfile na Rua 1º de Agosto, e lá também foi um estrondoso sucesso. A propósito, as bandas do carnaval agudense costumavam apresentar-se na cidade no primeiro e no terceiro dia. A segunda-feira era reservada para apresentação em outras cidades. Esse rodízio impedia que a banda se tornasse “carne de vaca”. Outros grupos se apresentaram em anos seguintes, com características semelhantes, incluindo o segredo das fantasias guardado a sete chaves, para que no dia da apresentação causassem agradável surpresa. As bandas também visitavam os bailes que se realizavam na época. A orquestra contratada para animar o baile silenciava para dar oportunidade à entrada da banda, que executava músicas carnavalescas da época. Quando dos desfiles nas ruas, a banda também era convidada para adentrar bares, onde lhes eram servidas cervejas, ou refrigerantes aos que não apreciavam bebidas alcoólicas. Todos bebiam com moderação porque tinham um longo compromisso com os foliões das ruas e dos salões. As fantasias, após o carnaval, eram preservadas para lembrança, nos anos seguintes. Lembrança da animação, de festas sadias, sem violência, com criatividade, diversão, amizade e união.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Mensagem

O NOSSO CISNE NEGRO
E O LIVRO
DA MÃE TIGRE



2011 começou com duas obras de muita polêmica. O filme “Cisne Negro” (vencedor de inúmeros prêmios independentes) atingiu já o Brasil, com o tema focado em diversas variantes da loucura: a nossa e a loucura dos outros que afetam nossas vidas nos papéis de mãe, orientadores, amigos, entre outros.
A bailarina (Natalie Portman, Oscar de melhor atriz) é cobrada pela mãe castradora que nunca admitiu não ter talento raro, culpando a filha pela sua própria falta de sucesso. Motivo pelo qual se realizava e se vingava ao mesmo tempo na filha. A amiga que pulula entre a admiração e a inveja, sentimentos irmãos, que hora a ajudava e hora a prejudicava deliberadamente. A loucura do orientador que busca atingir o núcleo obscuro de força da bailarina, através de ameaças, ofensas e desafios. O resultado é catastrófico para quem não consegue lidar com a pressão e o sofrimento.
Para outros é maravilhoso, observando-se apenas o sucesso atingido e ignorando o sofrimento próprio e o alheio. No filme fica evidente a violência psicológica e emocional que a mãe infringe a filha que é tratada como um ser não pensante até em idade adulta. Enquanto isso, o livro Battle Hymn of the Tiger Mother, (não foi lançado no Brasil ainda), da chinesa-americana Amy Chua – em tradução livre “Canto sagrado de batalha da mãe-tigre”-, gera polêmica nos Estados Unidos desde janeiro. A autora foi ameaçada de morte por criticar duramente a (nossa?) forma de educar ocidental.
∞∞∞∞∞

Ela é professora do curso de Direito na Universidade de Yale e respeitadíssima em sua área. As duas filhas, hoje adolescentes, foram criadas nos moldes chineses, como ela: sem televisão, sem amigos fora da escola e com uma disciplina militar. Em entrevista para um programa americano, ela comenta que quando uma filha quis parar com as aulas de violino por não conseguir tocar uma difícil música, ela a obrigou a ensaiar mais ainda, até que a filha aprendesse que era capaz de tocar qualquer música e que gostamos de tudo o que fazemos bem. Ou seja, para ela o gostar vem naturalmente depois do domínio; os filhos não sabem decidir o que é melhor para eles e disciplina lapida o diamante bruto que somos ao nascer.


A personagem do Cisne Negro, primeira bailarina da Companhia, também sofria com o perfeccionismo, exigido às vezes pela mãe, mas exigido por si própria, constante e doentiamente. A segunda bailarina ardia em paixão por tudo e imperfeita não conseguiu o papel principal, mas vivia em plenitude e dançava muitíssimo bem, sem carregar o peso do mundo nas costas. A perfeccionista vivia para dançar apenas e impressionar aos outros com sua arte. Para aceitar a nossa imperfeição é preciso humildade e equilíbrio: tudo é passageiro e no final não são os aplausos do público que farão diferença, mas sim o carinho dos poucos que realmente nos amam. Rir dos próprios erros dá leveza à vida. Quem não consegue rir de si próprio acaba sendo o seu maior inimigo, não aceita sua humanidade e exige vôos cada vez mais altos. E todos sabemos: quanto mais alto o vôo...

A pergunta é: onde fica o equilíbrio perfeito? Pois, se de um lado, os filhos criados sem limites sofrerão as consequências previstas, do outro, temos os exageros e abusos que adoecem as almas e transformam crianças em aves sem asas. Exceções existem: uma benção para os pais, filhos que não precisam de rédeas e fazem as escolhas certas desde pequenos.

Os cisnes brancos eram considerados os únicos da espécie até que um dia descobriu-se negros cisnes na Austrália. Foi um choque. Quem nunca se chocou quando vislumbrou o cisne negro que vive dentro de um aparente cisne branco? Será que dentro do cisne negro não vive um cisne branco? Será que não somos todos “zebrados”?
Um cisne só é feliz quando é livre e pode voar. Mesmo assim, até os pais cisnes – brancos e negros - levam os filhotes sobre as costas ou embaixo das asas quando nascem. Com a Mãe Natureza não se discute. Somente ela é sã na sua natural perfeição.

Simone Pedersen