A cidade de São Paulo realiza neste final de semana a sétima edição de sua já tradicional Virada Cultural. Serão 1.300 atrações gratuitas, entre espetáculos de música, dança, teatro, cinema e outras atividades espalhadas pela região central da cidade, unidades do Sesc e da rede CEU. O evento começa oficialmente às 18h do sábado (16) e vai pouco além das 18h do domingo.
Serviços de ônibus e metrô funcionarão por 24h excepcionalmente durante o evento. Além disso, ruas da região central terão tráfego interditado ou alterado.
Algumas atrações:
O palco mais roqueiro da Virada Cultural de São Paulo, o Júlio Prestes, não poderia ter outra atração de abertura que Rita Lee (18h). "Santa Rita de Sampa" puxa uma fila de nomes que vai do rock setentista do americano Edgar Winter (20h), passando pelo horror punk dos Misfits (2h) até a turma do rock brasileiro dos anos 80 representada por Plebe Rude (12h), Frejat (14h), Blitz (16h) e RPM (18h). Com um pé mais no jazz, o palco Liberó Badaró reúne artistas de renome internacional, como o tecladista inglês Brian Auger (23h), que já tocou com Rod Stewart e Led Zeppelin, e o brasileiro Eumir Deodato (1h), requisitado por gente como Björk e k.d. lang. Para os fãs dos Beatles, no entanto, o programa imperdível está no Boulevard São João: durante as 24 horas da Virada, a banda cover Beatles 4ever apresenta nada menos que 16 discos do quarteto de Liverpool tocados na íntegra de cabo a rabo e em ordem cronológica - do iêiêiê de "Please, please me" (18h) ao experimentalismo de "Abbey Road" (13h30). Quem preferir conhecer novas bandas jovens e independentes, a melhor pedida é o palco Cásper Líbero, na região da Luz.
Os palcos do Pateo do Collegio e da Estação da Luz são os espaços dedicados à música clássica, concertos e espetáculos de dança na Virada. Na Estação da Luz, o programa abre com uma performance do Balé da Cidade (19h15), seguida de um concerto da Orquestra de Câmara da USP (21h) e de um curioso encontro entre a Orquestra Experimental de Repertório e os metaleiros da banda Sepultura (0h). Já no domingo, os destaques são as duas apresentações da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo: com um concerto principal às 18h e uma parceria com os bailarinos da São Paulo Companhia de Dança logo em seguida, às 18h45. No Pateo do Collegio, haverá duas apresentações da ópera Pagliacci (às 20h do sábado e às 19h do domingo), além de diversos espetáculos de grupos de circo.
sábado, 16 de abril de 2011
Viva a Poesia
Fome de Vida
Acumulo livros nas estantes,
Meu refúgio me espera.
Quando a realidade se exaspera,
Sem saber ir,
Eu fico.
Fecho a porta, cerro as cortinas.
Lá fora passa a vida.
Aqui dentro não há relógio,
Não há espelhos.
Só a poltrona
Onde me sento.
Vôo nos versos,
De poesia me alimento.
Simone Pedersen
"Fragmentos e estilhaços"- Editora In House
Acumulo livros nas estantes,
Meu refúgio me espera.
Quando a realidade se exaspera,
Sem saber ir,
Eu fico.
Fecho a porta, cerro as cortinas.
Lá fora passa a vida.
Aqui dentro não há relógio,
Não há espelhos.
Só a poltrona
Onde me sento.
Vôo nos versos,
De poesia me alimento.
Simone Pedersen
"Fragmentos e estilhaços"- Editora In House
Teatro de bonecos

Caros amigos!
Papão e Lobisomem de óculos são personagens do teatro de bonecos Bye,bye, amigo monstro, adaptados do meu livro interativo que tem o mesmo nome. A história fala sobre Letícia, uma garotinha que sonhava com um monstro aterrador Utilizo esses dois bonecos para conversar com as crianças durante o desenrolar do espetáculo e assim, surgem muitos depoimentos e conversas que irão ajudar a espantar o medo infantil pra bem longe.
Bye, bye amigo monstro foi publicado pela Paulus.
Um grande abraço,
Regina Sormani
domingo, 10 de abril de 2011
DOMINGO PEDE PALAVRA — 54
DESAFIO CHAMADO VIDA
"Viver é adaptar-se"
Euclides da Cunha
O impulso epistemológico que nasce com o bebê acompanha o ser humano durante toda a sua vida. Sonhar mais um sonho impossível (Miguel de Cervantes) talvez seja a forma de não se virar minhoca (lembrei-me de Ilma Fontes), ter um sonho como companheiro, fazer desse companheiro um camarada, como faz da poeira o cantador (Geraldo Vandré). Estar aberto ao sonho, ser esse sonho parte integrante da curiosidade, manter os olhos curiosos para o mistério do mundo, o que significa, para a abertura da vida.
Ter os olhos para o mistério do mundo é conservá-los como olhos de meninos: o olhar do menino é o olhar do poeta, ele vê as coisas do mundo sempre como novidades. O mundo é a novidade que não se esgota. Adaptar-se pode ser reencontrar esse olhar perdido no tempo da rotina das coisas.
Sentir necessidade, provocar o desequilibro, essa é a fonte da evolução, cuja deusa mãe é a curiosidade. Então a teoria piagetiana da motivação (a provocação do equilíbrio) faz-se notar na adaptação do individuo ao mundo, o que não significa o acomodamento, o acomodar-se, ao contrário, significa o enveredar do individuo na ampliação do conhecimento, ou seja, num processo interacionista (homem e natureza) o exercício do domínio do primeiro a partir da compreensão do mundo (da vida) como uma oferta para uma longa conquista.
Viver é adaptar-se, mas isso significa: encontrar a felicidade na realização do Ser, através da vivência de situações que exigem a busca de desequilíbrios, situações que busquem a estimulação pelo ato de ser, num caminho de assimilação (aprender a viver no mundo, penetrar em seus labirintos, aceitar os seus desafios).
O Ser certamente desenvolverá a sua potência de construtor de si mesmo através do cultivo da curiosidade.
A curiosidade de Piaget foi tentar decifrar, ou seja, compreender o nascedouro, a genealogia, e mais que isso, a construção do conhecimento, como o conhecimento se constrói, como ele é construído pelo e no Ser. De que forma isso ocorre, e como isso afeta a vida.
Na medida em que o Ser constrói o conhecimento na interação com o meio (a natureza, o mundo) ele se adapta: vai moldando o mundo (o conhecimento) aos seus interesses, ao seu prazer. A alma se alimenta do conhecer, da luz, e o Ser se realiza em sua incompletude, no sentido de que a curiosidade (a busca do desequilíbrio) é incansável, no sentido de que o Ser continua vivo, e isso quer dizer: continua em busca da satisfação da necessidade. Viver é estar pleno de necessidade. Eu sou um feixe de necessidades!
Adaptar-se é também aceitar essa condição, e assim buscar a possibilidade de harmonia, não a harmonia da aceitação conformista de imobilidade, da imutabilidade das coisas que são, mas a harmonia da nervura do desequilíbrio que provoca o crescimento.
Crescimento que significa conviver com o desafio chamado vida.
MARCIANO VASQUES
sexta-feira, 8 de abril de 2011
Técnicas de ilustração 13 - Observadores de pássaros
Leia: "Tagarela" de Alina Perlman
Gente querida!
Quero começar falando sobre a autora do livro TAGARELA, a Alina Perlman. Ela é uma amiga querida, e também uma das melhores escritoras de livros infantis da atualidade.
Tagarela conta a história de Cecília, uma garotinha simpática, alegre e inteligente.
Porém, essa graça de menina falava o tempo todo, sem parar. Falava, falava, falava...ufa! Em casa, não dava sossego aos pais, perguntava a respeito de todos os assuntos e na escola, então, deixava a professora maluca. Era, sim, muito querida pelas colegas, mas, nem elas aguentavam tanta falação.
Cecília adorava sair para ir ao teatro ou cinema, mas, ficar quieta nesses lugares era um problemão. Como controlar aquela coceirinha na língua?
Certo dia, porém, a menina começou a ficar rouca e a mãe a levou ao médico que receitou vários remédios para rouquidão. Nada adiantou e então Cecília foi levada a um especialista que explicou que a menina tinha um problema numa das cordas vocais e decretou:
— Operação simples. É feita no consultório e a menina pode voltar para casa no mesmo dia.
Bom, a tal operação foi feita com sucesso, mas, Cecília teria que ficar sem falar durante uma semana. Ficou combinado que os pais dariam a ela um sininho para chamar as pessoas, um caderno e uma caneta para escrever aquilo que precisasse.
Nem é preciso dizer que a carga da caneta acabou, muitos outros cadernos foram comprados e as pessoas ficaram malucas de tanto ouvir o sininho tocar...
Certa noite Cecília acordou com sede e tocou o sininho pra chamar alguém. Tocou, tocou e ninguém ouviu. Ficou muito brava mesmo, mas, como gritar? Estava proibida de falar. De repente ouviu uma explosão seguida de um grito. Olhou-se no espelho e percebeu que que havia um buraco em cada um dos seus cotovelos. Vocês devem conhecer a expressão"falar pelos cotovelos". Era isso, exatamente, o que estava acontecendo.
A essa altura, a história se torna mais e mais interessante, com passagens muito engraçadas. Mas, não vou contar o final, não. Recomendo a leitura a todos, tenho certeza que vocês irão gostar. E pra finalizar, quero dizer que as ilustrações são da Ana Raquel e que este livro foi publicado pela editora Formato.
Um forte abraço,
Regina Sormani
Quero começar falando sobre a autora do livro TAGARELA, a Alina Perlman. Ela é uma amiga querida, e também uma das melhores escritoras de livros infantis da atualidade.
Tagarela conta a história de Cecília, uma garotinha simpática, alegre e inteligente.
Porém, essa graça de menina falava o tempo todo, sem parar. Falava, falava, falava...ufa! Em casa, não dava sossego aos pais, perguntava a respeito de todos os assuntos e na escola, então, deixava a professora maluca. Era, sim, muito querida pelas colegas, mas, nem elas aguentavam tanta falação.
Cecília adorava sair para ir ao teatro ou cinema, mas, ficar quieta nesses lugares era um problemão. Como controlar aquela coceirinha na língua?
Certo dia, porém, a menina começou a ficar rouca e a mãe a levou ao médico que receitou vários remédios para rouquidão. Nada adiantou e então Cecília foi levada a um especialista que explicou que a menina tinha um problema numa das cordas vocais e decretou:
— Operação simples. É feita no consultório e a menina pode voltar para casa no mesmo dia.
Bom, a tal operação foi feita com sucesso, mas, Cecília teria que ficar sem falar durante uma semana. Ficou combinado que os pais dariam a ela um sininho para chamar as pessoas, um caderno e uma caneta para escrever aquilo que precisasse.
Nem é preciso dizer que a carga da caneta acabou, muitos outros cadernos foram comprados e as pessoas ficaram malucas de tanto ouvir o sininho tocar...
Certa noite Cecília acordou com sede e tocou o sininho pra chamar alguém. Tocou, tocou e ninguém ouviu. Ficou muito brava mesmo, mas, como gritar? Estava proibida de falar. De repente ouviu uma explosão seguida de um grito. Olhou-se no espelho e percebeu que que havia um buraco em cada um dos seus cotovelos. Vocês devem conhecer a expressão"falar pelos cotovelos". Era isso, exatamente, o que estava acontecendo.
A essa altura, a história se torna mais e mais interessante, com passagens muito engraçadas. Mas, não vou contar o final, não. Recomendo a leitura a todos, tenho certeza que vocês irão gostar. E pra finalizar, quero dizer que as ilustrações são da Ana Raquel e que este livro foi publicado pela editora Formato.
Um forte abraço,
Regina Sormani
domingo, 3 de abril de 2011
DOMINGO PEDE PALAVRA — 53
NÃO É SÓ VERSEJANDO
QUE A ALMA VICEJA
Versejar, pois é domingo! Eis o grito de paz do meu coração. Mas, acontece um detalhe: sou poeta, dizem, e amo a literatura, essa irmã da filosofia. Porém, esse porém é inevitável: estou no mundo, e veja, se tiver alguém que acredita que a literatura está fora do mundo, enganou-se.
Assinar:
Postagens (Atom)
