quinta-feira, 9 de junho de 2011

Notícias de Francisco Marins

Meus amigos!

Estivemos, na sexta, dia 03 de junho em companhia do escritor Francisco Marins, sua esposa, filho e nora. Marins, de passagem por São Paulo, nos convidou para um delicioso café na residência do filho. Ele queria falar a respeito do sucesso que seu retrato feito pelo ilustrador e pintor Gilberto Marchi está fazendo em Botucatu e vizinhança. Esse retrato está postado na seção ARTE da nova revista ALMANAQUE PRIMAVERA EM SAMPA.
Veja em: http://almanaqueprimaveraemsampa.blogspot.com




Marchi, a pedido de Marins, tocou o NOTURNO DE CHOPIN ao piano e acompanhou seu filho Daniel Marchi e a nora do escritor que cantaram o sucesso CARINHOSO de Pixinguinha e João de Barro. (nas duas fotos seguintes)









Francisco Marins foi o autor homenageado pela regional paulista da AEILIJ no ano de 2010.
Ele envia a todos os associados que participaram da Homenagem, seu carinho e um grande abraço.

Um beijo,

Regina Sormani

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Mensagem

Você comeria baratas?


O mineiro Luiz Otávio P. Gonçalves, criador da cerveja Kaiser e da água de coco Kero Coco tem um novo empreendimento, a Nutrinsecta, que se trata de uma produtora de insetos. Em março, a empresa deu um passo inédito no Brasil – pediu ao governo de MG, ao Ministério da Agricultura e ao IBAMA a certificação de que seus insetos podem ser consumidos por seres humanos. A decisão deve sair agora em junho. A produção de insetos para ração continuará como negócio principal da empresa. “Eu não seria capaz de comer uma barata, mas já experimentei larvas de besouro fritas e achei gostoso”, afirma Gonçalves. Quanto a levar baratas à mesa, ele concorda que haja uma “barreira cultural” no Brasil. Se você não vê problemas e a liberação sair até o dia 12, deixo aqui a dica de um inesquecível jantar para o Dia dos Namorados.
Eu prefiro uma fruta. Sem bichos, já que sofro de entomofobia. Sei que um inseto não pode me atacar ou devorar como um leão, mas a presença de uma barata pode me causar um ataque de pânico. Nunca gostei de acampar por ter medo dos insetos. Também nunca viajei até o Amazonas. Pescar, então, nem em sonho. Só de pensar nos mosquitos me picando, fico com as mãos suadas. Sempre fui assim. Quando criança, fui a uma fazenda pela primeira vez aos seis anos. Sou cria de cidade; São Caetano não é exatamente uma cidade grande, mas chácaras e sítios eram lugares que eu só conhecia por livros. Nessa fazenda, nós nos hospedamos em uma casa que não tinha telas nas janelas nem nas portas. Eu sonhava com esse tipo de proteção dormindo e acordada. Havia ainda uma casa abandonada, porque a construção estava condenada, e ali os morcegos fizeram uma vila. Minha prima gostava de passar pela casa e observar os morcegos. Eu,simplesmente não entrava. Para mim, morcego era um inseto gigante e pendurado de cabeça para baixo. Completando minha tortura, havia uma criação de bichos da seda. Para minha mãe e meu irmão, foram férias maravilhosas, com muito calor, ar fresco, cavalos e frutas. Mas, eu só me lembro dos insetos.
Desde então, sempre gostei de ficar em bons hotéis. Não preciso de luxo. Mas, também não gosto de nada muito simples. Tem que ter ar-condicionado para não precisar abrir as janelas. Nunca se sabe se o preço baixo da diária foi economizado no dedetizador. Já aconteceu de eu chegar a uma casa na praia alugada e ouvir a barata. Barata faz um tiqui-tiqui com as antenas que eu escuto de longe. Acendi a luz para vê-la na parede. Havia um ninho dentro do sofá da sala. Eu não consegui dormir a noite toda. Fui embora pela manhã depois de providenciar um assassinato em massa, rápido e indolor. Sim, nessas horas eu esqueço todos os meus princípios; é pena de morte sem julgamento. Pegar as coitadas e soltar no jardim de jeito nenhum! Nunca mais aluguei casas. Como atraímos o que odiamos, um dia pedi comida chinesa, e ela veio premiada com uma baratinha. O dono do restaurante me ofereceu uma nova remessa de graça. Eu joguei o telefone na parede.
Sei que tem gente que come insetos e cia. – escorpiões, gafanhotos e até baratas. Outro dia vi, aqui na frente de casa, em Vinhedo, atravessando a rua calmamente, uma barata gigantesca, diferente, cheia de anéis e pouco arredondada. Procurei na internet e encontrei a resposta: trata-se da barata de Madagascar, que se alimenta de folhas e frutas e vive em florestas. Tem mesmo um bosque na frente de casa. Minha filha de nove anos tomou a iniciativa e pisou nela, rindo da minha cara, com a maior naturalidade, enquanto eu suava frio, me apoiava no poste e rezava. Essa espécie é aquela criada em viveiros para servir de alimento. Ou criam como animais de estimação. Sim, animais de estimação. O tamanho delas chega a ser da palma da mão de um adulto em alguns países. São imensas! Pelo menos, não voam. Uma barata voadora é capaz de me deixar sem dormir por noites. Nunca se sabe onde está a companhia. As baratas andam sempre em casal. Repugnantes, mas fieis... Na semana que vem é o Dia dos Namorados, até elas devem comemorar, sentadinhas em um bolo deixado sem cobrir sobre a pia, iluminadas pela luz diáfana da lua atravessando a janela e cobrindo-as de uma aura prateada... Baratas albinas? Urgh!
Ouvi dizer que barata tem cheiro. Elas possuem uma secreção repugnante liberada por glândulas, a qual tem um odor nauseabundo característico. Nunca senti esse odor já que eu paro de respirar instintivamente quando escuto ou vejo uma delas. Existe até nome para essa minha fobia: catsaridafobia. O medo faz as coisas parecem mais perigosas do que realmente são. Sinto falta de ar, palpitação, por causa de um pequeno inseto que pode ser destruído facilmente – isso é – se formos rápidos o suficiente, é claro, porque elas são mais velozes que carros de Fórmula 1. Imagine uma barata sem cabeça driblando você... E se ela erra a direção e pensa que seu pé é a rota de fuga? Elas vivem até um mês sem cabeça e não sentem dor. Os homens dizem que é coisa de mulher. Não é não. Faça um teste, diga bem baixinho ao pé da orelha de um homem: “Querido, não se mexa, que tem uma barata subindo pelas suas pernas, e eu vou buscar o veneno lá na lavanderia”...


Simone Pedersen

sábado, 28 de maio de 2011

O massacre do Português

Queridos leitores!

Não! Não se trata de outro filme de horror explícito, desses que a toda hora são exibidos na tv. É pior. Trata-se do desrespeito total para com nosso idioma que vem sendo praticado e, pasmem, com o aval do Ministério da Educação. Ou será, Educassão? Puxa, agora fiquei confusa. Mi descurpem!
A propósito, leiam abaixo, matéria que saiu no Jornal do Brasil e que faz uma denúncia da bagunça gramatical que rola por aí. É de arrepiar.
Um beijo,
Regina Sormani


Jornal do Brasil


Por Carlos Eduardo Novaes


Livro para inguinorantes

Confeço qui to morrendo de enveja da fessora Heloisa Ramos que escrevinhou um livro cheio de erros de Português e vendeu 485 mil ezemplares para o Minestério da Educassão. Eu dou um duro danado para não tropesssar na Gramática e nunca tive nenhum dos meus 42 livros comprados pelo Pograma Naçional do Livro Didáctico.

Vai ver que é por isso: escrevo para quem sabe Portugues!
A fessora se ex-plica dizendo que previlegiou a linguagem horal sobre a escrevida. Só qui no meu modexto entender a linguajem horal é para sair pela boca e não para ser botada no papel. A palavra impreça deve obedecer o que manda a Gramática. Ou então a nossa língua vai virar um vale-tudo sem normas nem regras e agente nem precisamos ir a escola para aprender Português.

A fessora dice também que escreveu desse jeito para subestituir a nossão de “certo e errado” pela de “adequado e inadequado”. Vai ver que quis livrar a cara do Lula que agora vive dando palestas e fala muita coisa inadequada. Só que a Gramatica eziste para encinar agente como falar e escrever corretamente no idioma portugues.

A Gramática é uma espéce de Constituissão do edioma pátrio e para ela não existe essa coisa de adequado e inadequado. Ou você segue direitinho a Constituição ou você está fora da lei - como se diz? - magna.

Diante do pobrema um acessor do Minestério declarou que “o ministro Fernando Adade não faz análise dos livros didáticos”. E quem pediu a ele pra fazer? Ele é um homem muito ocupado, mas deve ter alguém que fassa por ele e esse alguém com certesa só conhece a linguajem horal. O asceçor afirmou ainda que o Minestério não é dono da Verdade e o ministro seria um tirano se dissesse o que está certo ou errado. Que arjumento absurdo! Ele não tem que dizer nada. Tem é que ficar caladinho por causa que quem dis o que está certo é a Gramática. Até segunda ordem, a Gramática é a dona da verdade e Minestério da Educassão deve ser o primeiro a respeitar.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Novidade na blogosfera




Gente querida!

Está no ar uma nova revista virtual, o Almanaque Primavera em Sampa que teve início com um projeto chamado Contos Coletivos Primavera em Sampa. Comecei a desenvolver essa ideia em 2009, reunindo trechos escritos pelos associados da regional paulista da AEILIJ, ou seja, um autor começa a escrever e outro continua, até a história terminar. Além dos contos coletivos, há quadrinhos, seção de Arte, seção Retrô, artigos e variedades.

Acessem: http://almanaqueprimaveraemsampa.blogspot.com

Boa diversão!
Um beijo,
Regina Sormani

domingo, 22 de maio de 2011

DOMINGO PEDE PALAVRA — 59


SEBOS, CANÇÕES E UM ESPANTALHO POR AÍ


Vou parar de pensar em você
Pra prestar atenção na estrada
Roberto&Erasmo

Quando tudo começou? Quando o desmanche da emoção deu seus primeiros passos sem que prestássemos atenção?

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Mensagem

UM MINUTO DE SILÊNCIO

O céu é um lugar misterioso, que nos faz sonhar com anjos tocando harpas e crianças brincando com bichinhos de estimação formados pelas nuvens. Mas aqui embaixo existem pedacinhos do céu. São lugares especiais em que a obra é tão bonita que nos lembra o paraíso, porque ali trabalham os homens de boa vontade.

Dia doze de maio estive na festa do vigésimo nono ano da ATEAL (Associação Terapêutica de Estimulação Auditiva e Linguagem), em Jundiaí. Ali, dia após dia, setenta profissionais dedicam o melhor de si para diagnosticar, reabilitar e capacitar para o mercado pessoas com deficiência auditiva, que já passam dos 500 jovens hoje. Na oportunidade, inauguraram um anexo construído para ampliar a capacitação profissional dos assistidos. Oficinas de informática, laboratórios de linguagem e outras atividades serão desenvolvidas nesse Centro de Desenvolvimento de Competências. Houve uma apresentação do Coral Ouvir bem, viver bem com adultos e do Coral Corpo e Canto – projeto cujo resumo veiculado pela própria instituição reproduzo abaixo:

“O projeto objetiva facilitar os processos de aprendizagem e minimizar o risco social imposto pela surdez e distúrbios de comunicação que acometem as crianças e adolescentes, desenvolvendo a percepção de um corpo falante e a sensibilidade para as relações, valorizando a autoestima, a disciplina, a responsabilidade com o espaço e com o outro, a solidariedade, o senso crítico, a cidadania no que refere seus direitos e deveres.”
No início, a ATEAL foi fundada para oferecer tratamento aos pacientes locais que eram atendidos em Campinas. A viagem longa era ainda mais cansativa para pais com crianças pequenas, que passavam horas esperando no local de atendimento, saiam ao amanhecer e voltavam com o deitar da noite. Dessa oferta de ajudar quem precisasse, foram chegando pacientes de diferentes faixas etárias e regiões. O próximo passo foi buscar quem precisasse de ajuda nas maternidades, oferecendo diagnóstico o mais cedo possível para aumentar as chances de sucesso do tratamento. Hoje, o sonho é cada vez mais evoluírem as pesquisas, que atualmente acontecem através do NEP (Núcleo de Estudo e Pesquisa) e fazer um novo centro de pesquisa social para diminuir a incidência de casos de deficiência auditiva:
“O Núcleo de Estudos e Pesquisa da ATEAL objetiva ampliar conhecimentos, compartilhando ações e serviços através de parcerias com Universidades. Além de objetivar a divulgação e a incidência da crescente demanda da deficiência auditiva e dos distúrbios de comunicação, abordando uma mudança de foco da dificuldade de aprendizagem estabelecida e da deficiência instalada para propostas inovadoras de atuação.”

Quando conhecemos o espaço ampliado, havia uma exposição fotográfica comprovando a responsabilidade da entidade em cada projeto. Empresas interessadas em parcerias para inclusão dos jovens no mercado podem buscar informações no site: www.ateal.org.br.

Mas ninguém pode falar da ATEAL sem citar a Mariza Pomílio – fonoaudióloga responsável pela sua fundação . Tudo começou nela. Imaginem uma única pessoa que foi capaz de movimentar pacientes, familiares, empresários e poder público, fazendo da ATEAL uma referencia hoje, afetando e melhorando a qualidade de vida de incontáveis pessoas que passaram e ainda passam pelos portões desse céu. Eu nunca tinha conhecido um local de trabalho onde os funcionários amassem tanto o que fazem. Nunca ouvi uma reclamação. Surpreendentemente, ouvi relatos de pessoas que esperam ansiosamente a segunda-feira para voltarem ao trabalho. Esse amor, esse respeito e essa união são o resultado direto de uma mulher que, além de ser um modelo como administradora, é também um exemplo como ser humano. Perguntem daqui a cem ou duzentos anos quem foi essa mulher de figura delicada e alma de guerreira, e todos farão um minuto de silêncio, em respeito a ela, antes de responder.

Parabéns ATEAL, parabéns Mariza.
Vocês festejam, e quem ganha presente é a comunidade.

Simone Pedersen

domingo, 15 de maio de 2011

DOMINGO PEDE PALAVRA — 58



O BRASIL DO FOLHETIM




Alguns homens perceberam no século XIX que não dava para fazer de conta que não existia a presença da mulher na vida pública, e lançaram O ESPELHO DIAMANTINO, em 1826, o primeiro periódico exclusivamente para mulheres.