quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Atenção autores brasileiros!!!! Intercâmbio.

Programa de Intercâmbio de Autores Brasileiros no Exterior 2014


Estão abertas as inscrições para a terceira edição do Programa de Intercâmbio de Autores Brasileiros no Exterior, da Fundação Biblioteca Nacional (FBN). O edital oferecerá apoio financeiro às editoras e instituições culturais estrangeiras com o objetivo de promover a participação de autores brasileiros em eventos literários no exterior.

Podem se inscrever editoras e instituições culturais estrangeiras que desejam organizar atividades literárias com autores brasileiros ou convidar autores brasileiros para períodos de residência no exterior.

No caso das editoras, é necessário que tenham o contrato de publicação do autor ou já o tenham publicado. O edital completo, assim como o formulário de inscrição estão disponíveis abaixo, em inglês e português.

Já os autores em questão devem ter publicado no Brasil pelo menos um livro nas áreas de literatura e humanidades, especialmente nos seguintes gêneros: romance, conto, poesia, crônica, infantil e/ou juvenil, teatro, obra de referência, ensaio literário, ensaio de ciências sociais, ensaio histórico ou ensaio de vulgarização científica.

A primeira reunião de avaliação está prevista para o dia 19 de março de 2014 com pedidos que cheguem, no máximo, até o dia 10 de março– nesta primeira etapa, os eventos no exterior devem acontecer entre 28 de abril e 31 de julho. A segunda reunião ocorrerá em 24 de julho, para pedidos enviados até 9 de junho e eventos previstos entre 1 (primeiro) de agosto e 31 de dezembro.




quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Sampa 460 anos!!!!! Parabéns!!!!!!

Para celebrar o aniversário de 460 anos da nossa querida cidade de São Paulo, no próximo dia 25 de janeiro, o SPTV  (rede Globo) selecionou 10 pontos turísticos e quer saber qual deles é o símbolo da cidade. A pesquisa tem como opções : Masp, Parque do Ibirapuera, Catedral da Sé, Estação da Luz, Theatro Municipal, Mercado Municipal da Cantareira, Pacaembu, Ponte Octávio Frias de Oliveira - a Ponte Estaiada, Avenida Paulista e Pateo do Collegio.
A votação vai até o dia 22 de janeiro e o resultado será divulgado no dia do aniversário da cidade. Escolha o seu favorito. 


Bjs,
Regina Sormani

Masp




Catedral da Sé




Parque do Ibirapuera



Theatro Municipal




Mercado Municipal da Cantareira



Ponte Estaiada





Avenida Paulista


Pacaembu




Pateo do Collegio




Estação da Luz



sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

NATAL CHEGANDO!!!!!!


Arte em ecoline, feita pelo Marchi para Interlitho de Cologne, Alemanha



Minha gente!!! Desejo a todos vocês que me acompanharam durante o ano de 2013, um NATAL DE LUZ E PAZ. 
Beijos da Regina Sormani.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Sucesso do evento beneficente em Agudos

Minha gente querida!!!!
Estive na minha terrinha Agudos, linda cidade do interior paulista e participei, dia 27 de novembro de um maravilhoso evento, no qual autografei meus livros e parte da renda foi  em benefício da CASA DO MENOR RENASCER. Tive o valioso apoio do ROTARY AGUDOS.
Seu presidente, Marcio Zamora, esteve lá, adquirindo livros para presentear as crianças atendidas pela entidade.
Muitos amigos compareceram, para minha alegria.
O evento aconteceu na sede da ASSOCIAÇÃO DE COMBATE AO CÂNCER DE AGUDOS. Quero agradecer a parceria da minha grande amiga Dinorah Dalbeto Sandri, presidente da ASSOCIAÇÂO e de todos aqueles que apoiaram essa iniciativa. 
Seguem fotos do evento.
Beijos da Regina Sormani


Antonio Carlos Martins, presidente da Casa do Menor Renascer e funcionários da entidade.


Ana Antunes, Nilza Sormani e Celia Luizetti Delazari


Waldemir (secretário da educação) Marisa (secretária da Cultura)  Elisete (supervisora)


Nilza Sormani, escritora  Madê Corrêa,  mestras queridas: Maria da Gloria De Rosa e Lya De Rosa



Talginha Ayub e sua simpatia



Queridas amigas Teresa Crema Remoli e Thelma Travaini


sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Convite para evento beneficente

Queridos leitores e amigos
Segue convite para um evento beneficente do qual vou participar, na minha terra querida , a cidade de Agudos.
Muitos beijos da Regina Sormani





quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Pè de Meia Literário


SOBRE MEDIAÇÕES



No breve espaço de tempo de sua leitura, tratarei de ocupá-la com a discussão de alguns aspectos de um conceito muito em trânsito entre nós: reflexões sobre as questões da leitura e sua fluência e a formação de leitores. A mediação de que aqui tratarei, de forma rápida, pode ser definida como o ato de se colocar no meio, entre pessoas, abrindo espaço para o entendimento e o diálogo. Embora ultimamente bastante difundida na esfera jurídica, como o espaço para a solução de conflitos, a mediação é muito mais amplo do que esta forma reducionista que vem ganhando espaços e corações em tantas instâncias. A mediação a que nos referimos é abrangente e pressupõe o diálogo como o cerne de sua definição.
Penso que é possível afirmar que desde sempre a humanidade se “humanizou” conversando, trocando ideias e experiências, narrando, contando, falando um para os outros, ouvindo. A conhecida dependência que os humanos têm dos seus familiares para sobreviver nas duas primeiras décadas de vida guarda em si uma dualidade contraditória: dependemos dos outros – e talvez não gostemos disso - mas, fazendo dessa dependência uma experiência prazerosa de convivência. Nesse sentido, desde o distante narrador à beira da fogueira até moderno terapeuta, das lições de aprendizagens às transmissões de conhecimento, essa convivência expõe nossa necessidade de mediarmos e sermos mediados, tomando a língua, escrita ou falada, como instrumento fundamental desse processo. A única diferença, dos tempos ancestrais aos dias de hoje, talvez seja a diversidade das mediações. Se antes, o mais velho do grupo era praticamente o único responsável pela ação objetiva e cultural da mediação, hoje, há uma diversidade muito grande de mediações, mediações ocorridas em múltiplas instâncias e em diversas situações. Somos mediados e mediadores em tempo pleno.
No campo das questões ligadas à leitura, à leitura da literatura e à formação de leitores, falamos de uma mediação que pressupõe leitores e livros, e uma situação de aprendizagem do gosto pela leitura. Essa situação, à moda vygotskyniana, implica em leitores mais maduros e autônomos que se colocam entre o livro e os leitores em desenvolvimento e os “mediam” para dar o salto qualitativo. Simples assim: quem já caminhou um pouco e passou pelo caminho estende a mão e apoia o menos experiente para o passo de avanço, da qualidade, na busca do que está mais alto, mais à frente. A mediação é a ponte que se constrói entre um e outro; é o meio, que por estar no meio, se apresenta como elo entre uma e outra ponta. Assim, a mediação e os mediadores se apresentam de muitas formas e em várias situações: as mediações familiares, as mediações institucionais, as mediações escolares, as mediações feitas pelos veículos de comunicação social (jornal, televisão, redes sociais, etc), entre outras. Em outra oportunidade, em outro texto, tratarei dessa matéria.
Uma mediação, de cuja natureza faz parte a aprendizagem, sempre implicará um espaço de relação entre pessoas, que ensinam, que ajudam, que mostram, que oferecem, que abrem e ampliam visões, que sugerem... No entanto, há que se registrar que o limite entre “mediar” e “fazer por” é tênue, delicado, quase sempre tentado a ser rompido. Sem dúvida, na maioria das vezes, é mais fácil e mais rápido e menos aborrecedor, fazer pelo outro, fazer no lugar do outro.
Tomemos como exemplo de nossa breve investigação, o caso das mediações escolares. E dentro deste recorte atentemos especificamente para a questão do sujeito leitor, e um dos aspectos do comportamento leitor, que é a seleção de livros. Por razões que todos nós conhecemos, pelo menos a maioria das razões, o espaço escolar é por excelência o espaço do diálogo, o espaço do encontro entre pessoas, o espaço da aprendizagem, o espaço do trânsito do conhecimento, enfim, o espaço das mediações. Pois bem, essa condição elevou o espaço escolar como o espaço onde as mediações entre o leitor e o livro devem acontecer com freqüência, com qualidade, com intensidade e com propriedade. Em decorrência disso, a burocracia estatal, plena de boas intenções, chamou para si a responsabilidade de selecionar, comprar e distribuir acervos para milhares de escolas públicas brasileiras. (Não vou particularizar agora a discussão sobre este tipo de atuação da esfera pública e os desvios que vêm causando na produção e publicação de livros, pois isso merece uma discussão mais ampla). Ao fazer essa compra (milionária) de livros para montar acervos para as escolas, bem intencionados politicamente, os burocratas da educação cometem um erro fundamental, caro a qualquer processo de mediação da leitura: se colocam no lugar do sujeito e fazem por ele a seleção do acervo.
Os educadores responsáveis pela mediação da leitura na escola são descartados da primeira etapa do processo de mediação: escolher o seu material de trabalho. Se um dos pressupostos de toda mediação é o salto de qualidade e a autonomia, como pode um educador crescer como sujeito pedagógico dentro de um processo de mediação se é alijado de parte substantiva de sua formação? Essa postura colonialista impede que educadores, errando e acertando, construam sua autonomia como educador/ selecionador de textos para o seu trabalho, e nesta trajetória vivam etapas fundamentais de sua formação como sujeito leitor e formador de leitores. Receber acervos prontos e pré-selecionados significa a mesma coisa que dizer que ele não tem capacidade para escolher o material de trabalho. Como escreveu, e defendeu o filósofo da educação Paulo Freire, o educador deve ser sujeito do seu projeto pedagógico e esta subjetividade passa certamente pela escolha do seu material de trabalho. Que tipo de mediação ele vivenciará com os seus alunos, futuros leitores autônomos, se não teve o direito de escolher os livros de acordo com o seu projeto pedagógico, com o seu interesse, com o contexto de sua realidade escolar? Tenderá a reproduzir o mesmo comportamento, confundindo mediação com o processo mais fácil que é o de se colocar no lugar do outro e escolher para ele?
Inúmeras são as razões que sustentam esse processo centralizado de seleção, compra e distribuição de acervos para escolas públicas, mas certamente são muitas também as razões que nos obrigam a respeitar a construção do processo de mediação de leitura nas escolas, entendendo de uma vez por todas que o educador deve ser respeitado como sujeito “selecionador” do seu material de trabalho. Por mais que isto signifique tirar do processo pessoas gabaritadas e que fazem isso (se colocar no lugar do outro e escolher por ele) há décadas, é necessário e urgente mudar essa relação. Sob pena de falarmos de mediação sob olhares diferentes e criticarmos as produções escolares sem lhes darmos as condições corretas de trabalho.
Mediação é assunto amplo e multifacetado. Mas precisa ser discutido por todos os que fazem e pensam a literatura, a leitura e a formação de novos leitores.

EDSON GABRIEL GARCIA
Escritor e educado



terça-feira, 5 de novembro de 2013

Absurdos (não) Culturais

Prezados leitores.

Não há como ler esse tipo de notícia e não ficar irritada. Dia 02 de novembro, sábado, feriado de Finados, descobri na Folha de SP, matéria de Raquel Kozer dizendo o seguinte:

Sem festa
São Paulo ficará outra vez sem a Primavera dos Livros, evento organizado pela associação de editores independentes Libre e que no Rio acabou de ter sua 13ª edição anual, com 15 mil títulos com descontos. Prevista para o final deste mês, a edição paulistana de 2013 foi cancelada por falta de apoio.

Sem festa 2
Neste ano, a Biblioteca Nacional não lançou seu edital de feiras, que em 2012 garantiu R$ 100 mil para o evento. 

Afinal, minha gente, como interpretar, entender ou assimilar esses absurdos ( não)  culturais? Deus nos acuda!!!!
Um abraço,
Regina Sormani